Além do Dia dos Namorados: O Mercado bilionário dos Apps de Relacionamento

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Empresas como a Match Group, The Inner Circle e EHarmony têm faturado milhões com o mercado de relacionamentos, você já refletiu sobre os impactos causados e já pensou em empreender nesse segmento?

Publicado em 12/06/2020 por Iza de Azevedo

Nos últimos anos o dia dos namorados vem se configurando como a terceira data comemorativa mais importante para o comércio brasileiro. Existe um mercado extremamente promissor quando nos referimos a relacionamentos, e se o isolamento social devido a pandemia prejudicou a performance daqueles que contavam com os consumidores presencialmente, esse distanciamento é um pré-requisito para soluções digitais como os apps de relacionamento, criados com o intuito de ser um facilitador para encontros.

Só o Brasil tem rendido mais de 1 bilhão para a Match Group, empresa responsável pelo Tinder que tem mais outros 50 serviços de relacionamento em seu portfólio, para diferentes idades, orientações sexuais e interesses em comum. O dia dos namorados tem muito potencial, mas milhões de pessoas tentando se conectar umas com as outras todos os dias do ano, tem bem mais.

Em 3 décadas 70% dos casais serão formados por apps

Segundo um gigante da área, o site eHarmony, dentro de 3 décadas 70% dos novos casais terão se conhecido através de aplicativos, o que não é tão duvidoso principalmente após a quarentena deste ano ter impulsionado o gap existente para boa parte da população que não havia se adaptado à era digital.

Após o início da quarentena na Índia os apps TrulyMadly e Aisle tiveram níveis históricos de envolvimento e o The Inner Circle, um app holandês voltado especificamente para quem busca um relacionamento sério, teve um crescimento de mensagens enviadas de 116% em Março devido a pandemia.

Saindo das bolhas sociais e culturais em qualquer idade

E porque tanto sucesso? Bem, os apps de relacionamento dão oportunidade a pessoas de diferentes personalidades e experiências se conectarem, além disso expandem o raio de alcance para se conhecer alguém, isso permite que pessoas saiam das suas bolhas sociais e culturais, os apps também interferem na forma que as pessoas gastam em encontros românticos, tendo em vista que boa parte daqueles que seriam encontros iniciais para se conhecer são eliminados por serem feitos virtualmente. Outro ponto relevante é que esses apps não são feitos apenas para a geração Z, em 2018 a solução da Match Group que mais teve crescimento foi o OurTime para pessoas com mais de 50 anos, contrariando a ideia de que são soluções apenas para jovens.

Nós vivemos na era dos apps e as relações criadas e mantidas por eles são uma realidade vigente e não uma tendência que ainda será validada, para quem tem interesse em empreender nesse mercado há muito a ser feito e melhorado se inspirem nos gigantes para solucionar os problemas que eles não enxergam. No mais prosseguimos refletindo sobre a melhor forma de usar as tecnologias criadas, pois se os impactos que elas causam serão positivos ou negativos depende de nós.